O Movimento pela Saúde dos Povos repudia a intensificação do imperialismo em Cuba
Cuba não está sozinha!
Do Movimento pela Saúde dos Povos, levantamos nossa voz para denunciar a intensificação do cerco sistemático que o imperialismo dos Estados Unidos mantém contra o povo de Cuba. O bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto há mais de seis décadas, e que se intensificou no último ano, incluiu novas medidas coercitivas, entre elas o bloqueio energético e a perseguição a países terceiros que tentem fornecer combustível à ilha. Essa escalada constitui uma política de guerra econômica prolongada destinada a quebrar a soberania de um país que decidiu construir um projeto social independente dos interesses do capital transnacional.
Hoje, Cuba enfrenta uma das conjunturais mais críticas das últimas décadas: apagões nacionais prolongados, colapso parcial do sistema energético, escassez de alimentos e medicamentos e uma deterioração acelerada das condições de vida da população. Essa situação não pode ser entendida fora do contexto da política deliberada de asfixia econômica impulsionada pelo regime imperialista norte-americano, que restringiu o acesso a combustíveis, limitou as transações financeiras e endureceu o cerco internacional à ilha.
Denunciamos que essas políticas constituem uma forma contemporânea de guerra econômica, que não se resume apenas a sanções: é uma estratégia sistemática voltada para provocar o colapso material da vida cotidiana, gerar descontentamento social e forçar uma mudança de regime. Nesse sentido, o caso cubano expressa com clareza a lógica imperial de disciplinamento global: qualquer projeto político que busque manter margens de soberania diante do capital transnacional é submetido a mecanismos de coerção econômica, isolamento e desestabilização.
Diante desse cerco, o povo cubano tem demonstrado uma extraordinária capacidade de resistência histórica. Apesar do cerco econômico e das constantes agressões políticas, Cuba tem mantido um projeto social que coloca a dignidade humana, a cooperação entre os povos e a solidariedade internacional no centro de sua ação. Durante décadas, profissionais cubanos trabalharam em dezenas de países apoiando processos de saúde, educação e desenvolvimento social em comunidades historicamente excluídas. Esse internacionalismo concreto representa uma alternativa real diante de uma ordem mundial onde a cooperação costuma estar subordinada a interesses geopolíticos, militares ou corporativos.
O Movimento pela Saúde dos Povos, comprometido com a luta contra o imperialismo e com a defesa e os direitos dos povos, afirma que a causa de Cuba é também a causa daqueles que resistem à pilhagem, à guerra e à dominação em todas as regiões do mundo. Denunciamos que o que foi um dos melhores sistemas de saúde do mundo em Cuba hoje está desmoronando diante dos olhos de todos.
Denunciamos o bloqueio como uma política injusta e ilegítima que deve cessar imediatamente e convocamos os movimentos sociais, as organizações populares, os sindicatos e as forças democráticas a fortalecer a solidariedade internacional com Cuba. Defender Cuba hoje é defender o direito dos povos de decidir seu próprio destino e de construir sociedades baseadas na justiça social, na soberania e na vida digna.